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Revoltas
Tenentistas
Os
Dezoito do Forte, O 5 de julho de 1924
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Marcha dos Tenentes
Av. Atl?ntica - 1922 Acervo Ed. Abril |
Movimentos de insurreição que explodem no Rio de Janeiro,
em 1922; em São Paulo, em 1924; e continuam até 1927
com a luta da Coluna Prestes no interior do Brasil. Expressam a
insatisfação de setores militares com os governos
e a República Velha. Manifestando os interesses da baixa
e média oficialidade, os tenentes tornam-se importante núcleo
de oposição às oligarquias e ao sistema republicano
vigente. Pregam a moralização da política e
a volta das liberdades públicas, defendem o capital nacional
e exigem a restauração das forças militares.
Os Dezoito do
Forte- Em 1922, o presidente Epitácio Pessoa nomeia um civil
para o Ministério da Guerra, o que causa agitação
nos quartéis do Rio. A jovem oficialidade contesta a vitória
de Artur Bernardes, candidato oficial à Presidência
da República. O governo manda fechar o Clube Militar e prender
seu presidente, o marechal Hermes da Fonseca. Em 5 de julho, parte
da guarnição do Forte de Copacabana rebela-se. O governo
manda bombardear o forte e decreta estado de sítio. Após
frustradas negociações, 17 militares e um civil deixam
o quartel e enfrentam as forças legalistas na praia de Copacabana.
Os revoltosos são mortos; só os tenentes Eduardo Gomes
e Siqueira Campos sobrevivem.
O 5 de Julho
de 1924- Dois anos depois, em São Paulo, também em
5 de julho, ocorre nova rebelião. Unidades do Exército
e da Força Pública, comandadas pelo general Isidoro
Dias Lopes e por Miguel Costa, Joaquim e Juarez Távora, atacam
a sede do governo, forçam a fuga do governador e ocupam a
cidade. Exigem a renúncia de Artur Bernardes, a convocação
de uma Assembléia Constituinte e o voto secreto. Tropas oficiais
bombardeiam a capital paulista e os rebeldes retiram-se em 27 de
julho. Liderados por Miguel Costa, cruzam o interior e juntam-se
ao movimento militar organizado pelo capitão Luís
Carlos Prestes.
(extraído de Almanaque Abril - História do Brasil)
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